Angela Grossi: mídias, informação e cidadania como agentes de transformação

Angela colabora com o Lecotec há 11 anos e diz gostar das possibilidades oferecidas pelo laboratório, incluindo os debates e eventos com pesquisadores de outros centros de pesquisa

Geovana Caroline Alves

Pesquisadora do Laboratório de Estudos em Comunicação, Tecnologia e Educação Cidadã desde 2006, a professora Angela Maria Grossi de Carvalho é docente do curso de Jornalismo e do Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.

A parceria entre Angela e Lecotec começou quando ela soube por meio de amigos as temáticas estudadas no laboratório, as quais envolviam seus interesses principais: políticas públicas, políticas de informação e tecnologia.

Atualmente, a pesquisadora trabalha com mídias digitais, cultura digital e cidadania, com o intuito de demonstrar os caminhos possíveis para as mídias gerarem conhecimento e possibilitarem um espaço de voz para os cidadãos.

Angela destaca que o Lecotec possibilita uma troca entre os membros do laboratório e pessoas de fora, por meio de debates e eventos, o que é incomum em outros lugares.

“Isso me faz querer estar aqui, poder discutir, poder aprender, porque a gente é um aprendiz a vida toda”, explica a pesquisadora.

Quem também participa do laboratório são seus orientandos:  a doutoranda Maira Nani e os mestrandos Jéssica Amorim do Nascimento e Gabriel Henrique de Oliveira Lopes.

Ela revela a possibilidade de novos projetos no Lecotec, em parceria com seus orientandos, envolvendo mídias digitais e informação. Os estudos devem ser empreendidos até o final do ano.

Por fim, Angela conta sobre os desafios de assumir o cargo de Coordenadora do curso de Jornalismo da Unesp, como implementar o novo Projeto Político Pedagógico e manter a transparência. A docente também comenta a representatividade feminina nas cadeiras do curso.

“De um modo geral, nosso departamento não tem problema com a ausência de mulheres e isso dá um alento muito grande, porque num mundo em que as mulheres precisam lutar pela igualdade, a gente conseguir fazer isso, mesmo que muitas vezes nos subestimem, é importante”, afirma a pesquisadora.

Contando com ela, são quatro mulheres no comando do Departamento de Comunicação Social, o que pode ser considerado um diferencial no meio acadêmico, já que as mulheres representam apenas 32% dos bolsistas de produtividade em pesquisa.

Revisão de texto: João Guilherme D’Arcadia

Confira a entrevista da pesquisadora abaixo:

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