Martin Erbes: A importância do intercâmbio e da pesquisa na formação humanística e jornalística

Estudante de Jornalismo na Unesp, Martin fez visita ao Lecotec e falou sobre a vida fora do país de origem e o futuro da comunicação na Argentina

 

Martin Erbes está na Unesp por meio de um intercâmbio. O aluno e pesquisador  do curso de jornalismo, matriculado originalmente na Universidade Nacional de Entre Rios(UNER), compareceu a uma reunião do Lecotec em Maio(25) para elucidar o panorama da comunicação e da mídia na Argentina.

Martin falou sobre as Lei Dos Meios(Lei 26.522 de Serviços de Comunicação  Audiovisual), e demonstrou interesse em auxiliar o Laboratório de Estudos em Comunicação, Tecnologia e Educação Cidadã em projetos futuros.

O estudante, em entrevista para o Lecotec, salientou a relevância do Laboratório da Unesp na formação jornalística. “Acho que é importante para complementar a formação dos jornalistas que todos os dias precisam saber mais do que acontece ao nosso redor. Então se é algo que a comunidade acadêmica pode aproveitar pra se formar, estudar, investigar, tem valor positivo”, considera.

Martin Erbes em reunião com os membros do Lecotec.

O aluno chegou à Unesp neste ano por meio da AUGM(Associação de Universidades Grupo Montevidéu). O grupo de universidades na América Latina  busca “contribuir para o fortalecimento de uma massa crítica de recursos humanos de alto nível” e para isso, investe em alunos e pesquisadores universitários com bolsas para intercâmbio. Martin salienta importância da iniciativa. “A experiência de um intercâmbio é muito importante porque muda a vida da pessoa. Você passa a conhecer outra cultura, outras pessoas, outras vidas.”

Ele também explica um pouco sobre a ideia do projeto.“Estou gostando muito e é diferente. Agora, a Unesp me financia e estou em outro país, morando longe dos meus pais. Faço o intercâmbio pela experiência, mas também com o objetivo de estudar.”

No campo da pesquisa, Martin estuda a Lei 26.522 de Serviços de Comunicação   Audiovisual (Lei dos Meios) realizada em seu país. A iniciativa foi promulgada 10 de outubro de 2009 pelo governo da ex-presidente Cristina Kirchner e tinha como objetivo uma mudança nos paradigmas da comunicação.

Martin ressalta que a lei tem aspectos positivos como o aumento da produção de conteúdo nacional, o incentivo à produção regional e à criação de limites para concentração de mídia.

O pesquisador também afirma que a falta de supervisão do Estado e a falta de um plano técnico para conhecer os meios do país tornaram as mudanças que a lei propõem ainda mais difíceis.

O surgimento do Enacom( órgão que supervisiona o cumprimento da lei dos Meios) em 2016 promovido pelo governo Macri é também apontado como um ponto negativo por Martin para o futuro da mídia da Argentina. Ele comenta que para os estudiosos da comunicação, a criação da entidade é vista como “sem representatividade do povo e das universidades”.  
Revisão de texto: João Guilherme D’Arcadia

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