Políticas Nacionais de Conteúdos Digitais

Conheça a temática estudada por Adriano Arrigo, pesquisador e colaborador no Lecotec

 

Por Camila Gabrielle

 

Adriano Arrigo, 29, chegou ao Lecotec em 2016, logo no começo de sua graduação em Jornalismo na Unesp/Bauru. Porém, sua experiência em Ciências da Computação (primeira graduação) o tornou um pesquisador e colaborador do laboratório no âmbito tecnológico.

“Quando eu cheguei aqui o pessoal usava software livre, mas estava tudo desatualizado. Eu padronizei tudo e dei um pequeno treinamento para as pessoas entenderem como funcionam as ferramentas.” Além disso, Adriano continuou uma pesquisa iniciada por um aluno vinculado ao laboratório com a temática voltada para políticas culturais de conteúdos digitais.

 

A pesquisa

O tema de sua pesquisa é “Matrizes Teóricas das políticas de comunicação no Brasil: uma aferição da política nacional de conteúdos digitais criativos”. Adriano explica sobre o que ela se refere e sua importância social.

“No meio acadêmico, a pesquisa tem um diferencial porque a gente usou um método da área da saúde para encontrar os trabalhos. Existem várias pesquisas neste ramo, mas a nossa se diferencia por conta da metodologia. Já para a sociedade é uma questão de a gente entender estas políticas nacionais e como o governo tem feito para sustentar a cultura do Brasil, que de certa forma é bastante sucateada. Recentemente, o Ministério das Comunicações foi desmontado. Então, a pesquisa quer entender o que se tem falado neste meio, com o objetivo de compreender o que o governo pode e tem feito nesta área para fomentar a cultura nacional”.

 

A importância do laboratório

 Adriano ressalta a importância do Lecotec na sua formação. “O Lecotec foi muito importante no começo da minha graduação. No começo eu estava mais no laboratório do que na faculdade, fiquei muito apegado. Tem uma importância emocional para mim. No lado profissional, aprendi muitas coisas sobre pesquisar e como pesquisar no âmbito acadêmico e eu também levo em conta que todos aqui colaboram um com o outro”, afirma.

 

Por que jornalismo?

Como mencionado, Adriano vem de uma graduação em Ciências da Computação. Mas então, por que Jornalismo?

“Eu sempre gostei de jornalismo, ao mesmo tempo tempo em que eu sempre gostei de tecnologia. Tentei vários anos, mas nunca deu certo. Consegui entrar em ciências da comunicação, com bolsa e depois de formado eu voltei a estudar porque eu sentia que eu precisava fazer jornalismo. Gosto muito de escrever. Até em ciências da comunicação eu escrevia vários manuais de softwares. Então eu queria saber como era fazer jornalismo”, completa. Ele brinca que a primeira graduação “Ajudou bastante no vestibular, na prova de Exatas. ”

 

Confira um trecho da entrevista com Adriano : https://www.youtube.com/watch?v=6X_NByUY_co&feature=youtu.be

 

Revisão: João Guilherme

 

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