Francisco Belda: A importância da pesquisa na formação de uma sociedade autônoma

Pesquisador do laboratório há 14 anos fala sobre o papel do jornalismo científico na atualidade e explica seu envolvimento com o assunto


     Membro do Lecotec desde a formação do laboratório em 2003, o docente de jornalismo Francisco Rolfsen Belda tem sua linha de pesquisa focada em jornalismo científico e gestão de negócios de comunicação.

    De acordo com o pesquisador, ambos os temas convergem e dialogam com a linha de pesquisa do laboratório por produzirem estudos e divulgarem conhecimento . Afinal, como declara, “a pesquisa é a atividade de produção do conhecimento”.

  Para ele, a pesquisa tem alto grau de importância para a sociedade e deve ser entusiasmada.  “A produção de conhecimentos é essencial para a formação de uma sociedade consciente de seu próprio papel no mundo”, afirma.

 Belda valoriza a atividade realizada em laboratórios de pesquisa e enaltece a importância de centros como o Lecotec na divulgação de informação e na produção de conhecimento.  “A pesquisa feita por estudantes e professores serve para criar um país capaz de construir seu futuro de forma autônoma”, salienta.

    O professor se envolveu com pesquisa e com o laboratório durante seu mestrado de Ciências da Comunicação na USP. De 2001 a 2003, teve contato com jornalismo científico ao analisar o comportamento da imprensa brasileira-mais especificamente no Estadão e Folha de São Paulo- sobre o tema “alimentos transgênicos”. Belda, desde então, define o jornalismo científico como uma paixão.

   Na Unesp como docente de graduação e pós graduação, o doutor também orienta pesquisas  sobre métodos discursivos jornalísticos na área de comunicação científica. Além disso, o professor já se envolveu com o projeto “Ciência Web”, um veículo de comunicação multimídia que preza pela difusão da ciência.

  Questionado sobre a popularização da pesquisa em  jornalismo científico, Belda salienta a diminuição dos veículo especializados e do espaço da ciência na imprensa como um contraponto.“É um movimento contraditório. Ao mesmo tempo que nunca se estudou tanto jornalismo científico, nunca se praticou tão pouco jornalismo científico nesses canais mais tradicionais da imprensa”, discute.

   Para que o papel da pesquisa seja bem sucedido e possa construir um pensamento científico, o docente aposta na participação da população e reafirma a importância  da “imprensa difusora” e da construção de laboratórios de pesquisa. Belda entende que limitar a prática da ciência a bolsas e fomentos para que ela exista é torná-la dependente dos programas governamentais que nem sempre são mantidos a médio e longo prazos.

  O professor afirma que vivemos numa sociedade em que os saberes se renovam muito rapidamente e são reconstruídos constantemente. “E para que isso se reflita em ganhos e produções a longo prazo, é necessário incentivo a prática científica e de pesquisa”, conclui.

Revisão de texto: João Guilherme D’Arcadia

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