Pesquisadora aborda novos processos comunicacionais

Confira uma entrevista com a jornalista e professora universitária Mirna Tonus, sobre sua pesquisa em transmídia e seu projeto de fazer um livro vinculado à FAAC/Unesp

 

A jornalista Mirna Tonus tem formação pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) e mestrado em educação pela mesma instituição. Na sua trajetória, ela fez doutorado em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisa transmídia, jornalismo e as participações das mídias sociais.   Além disso, ela coordena curso de especialização em mídias na educação, UAB Capes, na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

 

Formação

Mirna sempre gostou de escrever e tinha o sonho de ser escritora. Antes da graduação, ela fez “técnica de processamento de dados” e cursos como idioma e fotografia. Além disso, queria trabalhar em um jornal e precisava da formação em jornalismo. Por isso, acabou optando por esta área da comunicação.

 

Mestrado e doutorado

Ela já atuava como jornalista e surgiu a oportunidade do mestrado. “Eu tinha a vontade de dar aula, mas não foi nada planejado. Eu passei no mestrado em educação e aí misturou as áreas. Eu já tinha a percepção da interdisciplinaridade entre educação em comunicação”, completa a pesquisadora.

“Depois do mestrado eu fui dar aula. Foi quando surgiu a chance de fazer o doutorado e após o processo seletivo ela foi classificada”.

 

Chegada no Lecotec

A pesquisadora chegou ao laboratório por meio do coordenador, professor Juliano Maurício de Carvalho, em um evento paulista de professores de jornalismo. Por meio do envolvimento com o fórum de professores, que hoje é a Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo, aconteceu essa aproximação.

Atualmente a pesquisadora está em licença capacitação, durante a qual ela propôs participar dos grupos de estudos da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) da Unesp Bauru, entre os quais o Lecotec.

“Em conversa com alguns grupos surgiu a ideia de fazer um livro sobre transmídia na perspectiva dos grupos de estudo da Unesp. A proposta é que cada grupo de estudo desenvolva um capítulo do livro, inclusive o Lecotec. O trabalho no laboratório vai dialogar com a transmídia na perspectiva da pesquisa de cada pesquisador, seja de Iniciação Científica, mestrado, doutorado”, explicou Mirna.

 

 A produção do Livro

“Todo trabalho interdisciplinar e interinstitucional é importante para nós, pesquisadores e para as instituições, nesta troca e na possibilidade de incrementar o aporte teórico de áreas que ainda estão sendo abordado pelos pesquisadores”, ressaltou a pesquisadora, explicando que a ideia do livro é fomentar uma discussão e sistematizar em forma de livro para circular essas informações.

O livro está com previsão de lançamento para o início de 2018 e o público-alvo é composto por pesquisadores de comunicação em geral.

 

Transmídia

Atualmente a pesquisa de Mirna é sobre transmídia. E “Transmidia é um processo comunicativo, mas que demanda duas ou mais mídias para ocorrer. Ela se difere da multimídia, porque a multimídia é a repetição em outros meios do mesmo conteúdo. A transmídia é uma expansão do conteúdo por meio da utilização de outros meios/mídias, usando o melhor de cada mídia. Em uma reportagem, eu posso fazer um texto, mas aí eu faço um ensaio de fotos que pode retratar muito melhor o que eu quero dizer. Eu não preciso repetir, eu preciso expandir. ”

A professora Mirna explica que as mídias sociais permitem uma expansão mais abrangente e que a expressão “engajamento da mídia” poderia definir o que significa transmídia. “Eu tenho essa produção facilitada pelo mundo digital e o consumidor também produz”.

A área apesar do espaço que vem ganhando, ainda é pouco conhecida e tem muitas discussões entre os seus pesquisadores. “Estamos começando a conhecer ainda, mas ainda não sabemos muitas coisas. O que leva uma pessoa a consumir conteúdo transmídia, por exemplo? ”, argumentou Mirna.

 

 

Revisão: João Guilherme

 

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