COLÓQUIO LECOTEC DE PESQUISA – INICIAÇÃO CIENTÍFICA

O evento, realizado na quinta-feira (23/08), no anfiteatro da Diretoria Técnica de Informática (DTI) da Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB), contou com a presença dos graduandos em Jornalismo Lívia Reginato e Julio César Pereira que apresentaram suas pesquisas e comentaram sobre iniciação científica

O Colóquio Lecotec de Pesquisa sobre Iniciação Científica realizado na quinta-feira (23/08), teve início por volta das 17 horas, quando a doutoranda e mediadora da mesa Vivianne Lindsay Cardoso anunciou o início do evento. Antes de mais nada, Lindsay agradeceu a presença de todos e explicou que o que estava para ocorrer não era uma palestra ou uma apresentação formal e distante do público, mas uma roda de conversa com dois jovens pesquisadores na qual todos poderiam participar e aprender.

Os dois jovens pesquisadores Julio César Pereira (direita) e Lívia Reginato (esquerda)

Fonte: equipe do Lecotec

 

Com essa mensagem Lindsay começou a apresentar ao público a pesquisadora Lívia Reginato, que é ex-presidente da empresa Jornal Júnior e é integrante do Laboratório de Estudos em Comunicação, Tecnologia e Educação Cidadã (Lecotec) desde 2016. Lindsay e Livia pesquisaram conjuntamente o tema da diversidade cultural, no âmbito do doutorado e da iniciação científica, respectivamente.

Lívia, recebendo a palavra, comentou brevemente sobre sua história na Universidade Estadual Paulista (Unesp), desde que chegou ao curso de Jornalismo percebeu alguns temas que lhe atraíam a atenção. Em 2016 ingressou no Lecotec e, em suas palavras, entrou “pisando em ovos”. Era tudo muito novo e diferente. Essa sensação não durou muito e logo ela teve contato com as pesquisas da doutoranda Vivianne Lindsay sobre diversidade cultural. Atraída pela temática e vislumbrando a possibilidade de aprender mais, uniu esforços e conseguiu uma bolsa de iniciação científica. Delimitando seu campo de pesquisa ela chegou ao tema “Diversidade Cultural nas Políticas Públicas no Brasil”.

À época, a jovem estudante de Jornalismo tinha que conciliar sua rotina na empresa Jornal Júnior com suas 12 horas semanais de permanência obrigatória no Lecotec. No entanto, sabendo reconhecer suas limitações – capacidade essa que ela recomendou fortemente ao público – passou a se dedicar com mais afinco à sua pesquisa. A proposta era usar o método da “revisão integrativa” e analisar dez anos de produção sobre o tema da diversidade cultural. Lívia, assim, criou um banco de dados que revela produções sobre sua temática publicadas por periódicos, por anos específicos, por metodologias, por pesquisadores, com destaque para Renato Ortiz e Néstor Canclini. Em seis meses ela entregou um relato parcial de sua pesquisa e, após um ano, concluiu-a terminando o relatório final.

Além do banco de dados, Lívia publicou um artigo no Primeiro Congresso Internacional de Mídia e Tecnologia em conjunto com a Vivianne Lindsay, que foi sua coorientadora, e o prof. dr. Juliano Maurício de Carvalho, seu orientador. O artigo intitulado “O Pensamento de Canclini Aplicado à Diversidade Cultural nas Políticas para o Audiovisual no Brasil”.

Lívia não deixou de pontuar em sua apresentação no colóquio a ajuda de todos os pesquisadores membros do Laboratório. Com sorrisos, ela relembrou momentos em que precisou de ajuda em sua pesquisa e em que pôde contar com seus colegas de trabalho. O que se ficava evidente ali, era que o Lecotec é também uma família, um espaço de convivência entre pesquisadores dos mais variados níveis de formação (graduação, mestrado, doutorado) no qual todos se ajudam.

Da esquerda para a direita: Julio César Pereira, Lívia Reginato e Vivianne Lindsay

Fonte: equipe do Lecotec

 

Lívia encerrou sua apresentação e passou o microfone novamente à mediadora Vivianne Lindsay, que apresentou ao público o próximo pesquisador. Julio César Pereira, que está no terceiro ano de Jornalismo e integra o Lecotec desde 2017.

Ao receber a palavra, Julio começou a sua apresentação de pé, e antes de comentar propriamente sobre sua história, o jovem pesquisador discursou sobre o que era a iniciação científica. Feito isso, ele comentou que, em 2017, quando já era membro do Lecotec, Juliano Maurício entrou em contato trazendo uma proposta de iniciação científica. Julio começou a buscar um tema com o qual tivesse afinidade e que também tivesse um impacto social. Afunilando cada vez mais para encontrar um tema para o seu projeto, chegou a uma conclusão que tocava em um assunto que muito lhe interessava: não existe obrigatoriedade de classificação indicativa no YouTube.

Julio, que possui um amplo conhecimento sobre a plataforma de vídeos, percebeu que sua conclusão poderia ser o seu problema de pesquisa. Estudando mais sobre o assunto, notou que uma classificação indicativa seria uma ótima forma de ajudar os pais e/ou responsáveis por crianças com idades inferiores a 18 anos a selecionar ou a ter ciência da recomendação atribuída ao conteúdo consumido no YouTube. Com o tema e o impacto social bem delimitados, ele escreveu seu projeto de pesquisa que, após algum tempo, foi aprovado.

Julio tornou-se bolsista de iniciação tecnológica, uma modalidade um pouco diferente da iniciação científica. Ele trabalhou com vídeos de cinco canais brasileiros de games para desenvolver sua pesquisa. Relatando um pouco mais sobre a experiência, o jovem contou que tinha de assistir aos vídeos dos canais e fazer uma análise detalhada do conteúdo para chegar a uma conclusão a respeito da classificação indicativa que poderia ser aplicada. Por vezes, passava horas no Lecotec – lugar no qual ele afirmou conseguir se concentrar melhor – assistindo aos vídeos.

Após um ano pesquisando, Julio demonstrou a necessidade do emprego da classificação indicativa para os vídeos, elencando também três formas possíveis para o YouTube aplicá-la. Embora a decisão de classificação indicativa nos vídeos, atualmente no Brasil, dependa exclusivamente da plataforma, alguns resultados e materiais de sua pesquisa foram enviados à Secretaria Nacional de Justiça, responsável pelas decisões a respeito da classificação de idade fora do ambiente do YouTube.

Terminada a apresentação dos jovens estudantes bolsistas de iniciação, a mediadora Vivianne Lindsay abriu espaço para perguntas. Logo, o público começou a participar e a fazer perguntas ao Julio e à Lívia. As respostas, por sua vez, vinham sempre acompanhadas de complementos importantes dados pela Lindsay que há alguns anos trabalha com pesquisas. Após as perguntas, o professor Juliano Maurício de Carvalho fez um emocionado comentário sobre a iniciação científica, sobre seus anos de estudo e sobre o orgulho que sentia de estar vendo dois de seus orientandos (Julio e Lívia), jovens pesquisadores, palestrando sobre suas experiências e sobre os resultados de suas pesquisas.

O professor Juliano Maurício de Carvalho comentando durante o colóquio

fonte: equipe do Lecotec

 

Já em um clima de despedida, por volta das 19 horas, a mediadora Vivianne Lindsay manifestou seu orgulho também com os dois jovens pesquisadores e encerrou o colóquio.

 

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